Prefeitos do Vetor Norte se articulam contra pedágios na MG 424

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O Prefeito Cristiano Marião e o Vice Salim Salema deram início a uma nova etapa na luta contra a instalação de uma praça de pedágio entre Pedro Leopoldo e Belo Horizonte. Nesta semana, eles se reuniram com outras lideranças políticas da região e empresários do Vetor Norte para a rearticulação do grupo, que tem se colocado contrário à medida desde o anúncio da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop).

De lá para cá, a Setop promoveu audiências públicas nas cidades de Pedro Leopoldo, Sete Lagoas e Belo Horizonte. Em Pedro Leopoldo, a população compareceu em peso no auditório do SENAI, em novembro passado. A reunião foi marcada por protestos do início ao fim da apresentação do Secretário Murilo Valadares. Marião discursou e afirmou ser contrário ao planejamento do governo estadual em relação à instalação de uma praça de pedágio na cidade. Um documento contendo a manifestação de apoio de inúmeras entidades municipais foi protocolado e endereçado ao Governador Fernando Pimentel.

Em dezembro, o assunto também foi debatido pela Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Marião utilizou os microfones da Casa Legislativa para pedir apoio dos deputados na luta contra a instalação do pedágio na cidade e, mais uma vez, protocolou novo documento elencando as razões que levam o município de Pedro Leopoldo a se opor à medida.

União para impedir o pedágio

Para Marião, a união de forças é fundamental. “Essa união se demonstrou muito efetiva em nossa região. Foi a partir dela que as obras no Trevo da MG 424 foram realizadas; os voos permaneceram no Aeroporto de Confins e o Catarata Zero eliminou a fila de espera por cirurgias de catarata em Pedro Leopoldo e em outras quatro cidades. Estamos juntos novamente para impedir que a população da região saia prejudicada “, disse Marião.

A preocupação da atual Administração envolve, dentre outras questões, o provável aumento de tarifas do transporte público intermunicipal e a possível perda do interesse de empresas da Região Metropolitana de Belo Horizonte pela mão de obra pedroleopoldense. “Caso uma praça de pedágio seja instalada entre Pedro Leopoldo e a capital mineira, o efeito tende a ser muito danoso. Então não mediremos esforços para lutar contra a decisão do governo”, finalizou Marião.